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Brasil, 25 de Abril de 2017

Bandeira do Brasil
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Brasil (BR)

História

Com o surgimento da Burguesia Mercantil na Europa, inicia-se uma nova era marcada pelas Grandes Navegações financiadas por ela, entre os séculos XV e XVI. Buscando facilidades comerciais com as Índias e a descoberta de novas terras, vários exploradores partem de Portugal pelas águas do Oceano Atlântico, até que, em 1500, a frota comandada por Pedro Álvares Cabral avista uma terra até então desconhecida.
Essa terra, chamada de Pindorama, era habitada por indígenas que andavam nus e com os corpos pintados e enfeitados com plumas, sisal, pedras e sementes. Habitavam em casas de madeira, palha e fibras vegetais e desconheciam os metais, usando utensílios de pedra, madeira ou cerâmica. Viviam em sociedades matriarcais e não praticavam a agricultura pois viviam da caça, da pesca e das frutas oferecidas pela floresta nativa. Eram pacíficos e muito alegres demonstrando essa alegria com festas onde dançavam e cantavam. Eram comandados espiritualmente pelo Pajé, que era o curandeiro da tribo e adoravam divindades representadas pelo Sol, pela Lua e pelos Rios. Hoje no Brasil vivem 270 grupos indígenas em reservas protegidas por lei, sendo a do Parque Nacional do Xingú a maior delas.
A chegada dos portugueses inicia a história de um País primeiramente chamado Terra de Santa Cruz, depois Ilha de Vera Cruz até o nome atual, Brasil, originado da árvore nativa pau-brasil. Nasceu na Bahia, em Porto Seguro.
No início, um pouco abandonado pelos portugueses, foi motivo de tentativas de invasão por outros povos, principalmente franceses, holandeses e espanhóis, o que motivou a colonização portuguesa em vários pontos do litoral, através do sistema de Capitanias Hereditárias, iniciado em 1530, quando o território foi dividido em 15 partes e doado para pessoas importantes da Corte. Dá-se início, então, a plantação de cana-de-açúcar e a criação de gado, com utilização de mão-de-obra escrava.
Com o fracasso das Capitanias, institui-se o Governo-Geral com Capital em Salvador. Novas invasões acontecem e ocorrem grandes batalhas pela posse de terra, gerando o abandono de vários engenhos.
O período no qual Portugal foi anexado ao Reino da Espanha marcou o Brasil pelos freqüentes ataques de ingleses e holandeses, tradicionais inimigos da Espanha, chegando a Holanda a ter controle das Cidades de Recife e Olinda, em Pernambuco e posteriormente, a maior parte do território entre a Ilha do Maranhão e o Rio São Francisco.
Em 1640 Portugal se separa da Espanha e o Brasil volta a ser uma colônia portuguesa.
Desde a segunda metade do século XVI, a cana-de-açúcar foi a principal riqueza do Brasil, empregando mão-de-obra escrava importada da África, baseando-se em grandes latifúndios.
O desbravamento do interior pelos bandeirantes paulistas inicia uma nova fase, no século XVII, da busca do ouro. Além deles, os missionários jesuítas começam a desenvolver sua tarefa evangelizadora no Vale do Amazonas. Em 1693, descobrem jazidas de ouro na região da atual Minas Gerais, atraindo milhares de colonos portugueses para o Brasil. A expansão econômica da Colônia se acelerou principalmente devido ao descobrimento de diamantes em 1721. O Brasil aumenta seu território.
Com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, este é elevado a Reino Unido e começa a se desenvolver. A Capital é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. O Príncipe D. João decreta uma série de reformas e melhorias para o Brasil, entre as quais se destaca a chamada Abertura dos Portos. Estas medidas beneficiaram a agricultura e a indústria, além de contribuírem para a criação de escolas de ensino superior. Constroem-se estradas, belas moradias, bibliotecas e escolas. A vida cultural fervilha, principalmente no Rio de Janeiro. Forma-se a consciência nacional e iniciam-se vários movimentos nativistas, como o liderado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que abriram caminho para a Independência. Em 1821, D. João volta a Portugal deixando seu filho, D. Pedro, Príncipe do Brasil.
Em Portugal, no entanto, o descontentamento pelo Brasil não ser mais Colônia era grande e chamam D. Pedro a voltar e em 1822, ele anuncia sua negativa de abandonar o Brasil e proclama a Independência, em 7 de setembro.
O Brasil torna-se Império.
Neste período define-se a consciência nacional, com hinos, heróis, fundadores e contestadores. Com o passar do tempo, D. Pedro I perde o apoio popular levando-o à abdicação em favor de seu filho, D. Pedro II, que na época contava com apenas cinco anos de idade, o que motivou o Governo por Regências, marcado por muitas revoltas.
Em 1840, o Parlamento Brasileiro proclama a maioridade de D. Pedro II aos 15 anos. Durante seu reinado a população e a economia se expandiram com taxas sem precedentes. Cresce a produção cafeeira e surgem os "barões do café". Fundam-se Cidades pelos caminhos das tropas que transportavam a produção. Surge, então o ciclo da borracha que promoveu o povoamento das margens dos rios amazônicos.
Em 1888 é abolida a Escravidão, sem indenização para os proprietários de escravos que demonstram seu descontentamento retirando seu apoio ao Imperador.
Estimula-se a vinda de imigrantes, com o objetivo de substituir a mão-de-obra escrava, principalmente na agricultura e na construção da malha ferroviária. Desenvolve-se o trabalho assalariado. Eles introduzem novos produtos e técnicas de cultivo, a noção de pequena propriedade, a economia de subsistência, as pequenas indústrias domésticas (têxtil, alimentícia, de couro e de cerâmica) e suas tradições, além de contribuir para a miscigenação de raças no País.
Em 15 de novembro de 1889, dá-se o Golpe Militar que transforma o Império do Brasil em República do Brasil.
Os primeiros anos da República foram marcados pela turbulência política, conseqüência natural de um País sem tradição democrática.
Cresce a importância do café e da borracha para a economia, motivo pelo qual a grande queda do preço do café no mercado mundial, entre 1906 e 1910, causa uma grave crise no país. O preço da borracha brasileira começa a cair no final desse período.
Em 1914, explode a I Guerra Mundial e com ela a participação do Brasil nos mercados mundiais de café, borracha e açúcar aumenta, aliviando a crise econômica do País. No início da Guerra o Brasil adota a neutralidade, mas posteriormente entra nela ao lado dos aliados. As unidades navais brasileiras são enviadas às regiões em conflito e o Brasil participa com a oferta de alimentos e matérias-primas.
Em novembro de 1937, inicia-se o Governo de Getúlio Vargas, oficialmente chamado Estado Novo. Durante este período as relações trabalhistas passam a ter normas, o salário mínimo é fixado, criam-se vários instrumentos de política educacional e cultural, como por exemplo, o Patrimônio Histórico, e redes hospitalares.
Em 1942, o Brasil inicia sua participação na II Guerra Mundial ao lados dos aliados. São construídas Bases Navais e Aéreas em seu litoral e a Marinha Brasileira assume o controle do Oceano Atlântico Sul. Entre 1944 e 1945, a chamada Força Expedicionária Brasileira participa na campanha aliada na Itália. No Pós-Guerra, e sob influência dos EUA, o País se reorganiza com a criação de novos partidos e sindicatos. Surgem a Usina Siderúrgica de Volta Redonda e a Petrobrás.
De 1956 a 1961, no Governo Juscelino Kubitschek, se dá a modernização do País simbolizada pela fundação de Brasília, atual Capital do Brasil, no Planalto Central.
Após graves problemas sociais e políticos, instaura-se, em 1964, a Ditadura Militar que dura até 1985. A economia do País continua crescendo e o progresso chega aos seus cantões, mas tornam-se cada vez mais graves a crise energética, o descontrole da inflação e o déficit na balança comercial.
Em 1985, depois de uma campanha pelas eleições diretas que reúne multidões nas principais Cidades do País, mas derrotada no Congresso dominado pelos partidários do Governo Militar, é eleito pelo Congresso o primeiro Presidente Civil do Brasil depois de 21 anos. Em 1988 promulga-se a Constituição atual.
Em 1990, ocorrem as eleições diretas, consolidando a democracia no País. O drástico programa antiinflacionário adotado contribui para piorar a recessão no Brasil durante o começo da década de 90. Um plano para reestruturar a economia do País e reduzir a dívida externa do Brasil é colocado em prática, o Plano Real. Em junho de 1997, o Brasil adere ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
Em 1998 ocorrem novas eleições, no entanto, as conseqüências da crise internacional provocada pela inadimplência da Rússia, fazem com que o País busque a ajuda do Fundo Monetário Internacional, mas ao custo de recessão e de desemprego.



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