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História
O povoamento
da região começou no século XVII, do centro para o litoral, quando vaqueiros,
vindos principalmente do Maranhão, cruzando os vales do Itapicuru e do Poti;
do Ceará, por meio da Serra de Ibiapaba; e da Bahia, subindo desde o São Francisco
pelo Sertão do Cabrobó, com cartas de sesmarias, chegaram procurando pastos.
Combatendo ou eliminando os grupos indígenas mais hostis, como os Tremembés,
os vaqueiros passaram pelas nascentes dos Rios Piauí e do Gurguéia, alcançaram
o Parnaíba e através deste se espalharam pela região, enchendo-a de gado e fazendas.
A subsistência era facilitada pelos vastos campos, pelas frutas selvagens e
principalmente pela carnaúba. Com ela, construíram currais, casas e ranchos.
Em 1696, fundam a Freguesia de Nossa Senhora das Vitórias, origem da Vila do
Mocha (hoje Oeiras), iniciando a colonização da região.
Em 1718, até então sob a jurisdição da Bahia, criou-se a Capitania de São José
do Piauí, com seis vilas dispersas em todo o território passando a ser subordinada
ao Maranhão.
A população cresceu porém ficou dispersa causando uma grande dificuldade de
contato. Cultivava-se cana, fumo e algodão, mas, devido à deficiência dos meios
de transportes, a única atividade que poderia evitar a paralisação da vida econômica
piauiense seria a pecuária.
A Capitania ficou dependente do Maranhão até 1811. Já contavam com centenas
de fazendas de gado e mais de uma dezena de vilas consolidadas, como as Vilas
de Paranaguá, Jerumenha, Valença, Campo Maior, Marvão e Parnaíba. Para garantir
essa autonomia, os piauienses aderem à Independência e enfrentam as forças portuguesas.
Em 1822, a Cidade de Parnaíba foi ocupada por tropas fiéis a Portugal, mas acabou
derrotada em 1823. Alguns anos depois, movimentos revoltosos, como a Confederação
do Equador e a Balaiada, atingiram também o Piauí.
Em 1852, a Capital foi transferida de Oeiras para Teresina, situada entre os
Rios Parnaíba e Poti, tendo início um período de crescimento econômico, devido
à permanência da pecuária tradicional, extensiva, e às oligarquias rurais, facilitado
pelo próprio isolamento do Estado, pois a construção de uma ferrovia e de uma
companhia de navegação a vapor no Rio Parnaíba não influenciam significativamente.
A partir da República, tornou-se Estado e apresentou tranqüilidade política,
mas com grandes dificuldades no desenvolvimento econômico-social. A decadência
da pecuária aumentou mas a exploração do extrativismo vegetal, baseado em produtos
como o babaçu e a carnaúba, o sisal e o tucum permitiram a manutenção da economia
local. O Piauí mantém-se como um dos Estados mais pobres do País. Nas últimas
três décadas, com recursos provenientes dos incentivos fiscais, vem avançando
em projetos de agricultura irrigada, no aumento da geração de energia, na construção
de novas rodovias e na melhoria da infra-estrutura urbana.
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