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Brasil, 19 de Setembro de 2020

Bandeira de Alagoas
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Alagoas (AL)

História

Seu povoamento se processou lentamente, sendo ajudado pelos africanos que eram escravizados para cooperar com a economia da região.
Entre os séculos XVI e XVII piratas franceses invadiram seu litoral atraídos pelo pau-brasil. Porém, em 1535, Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, retomou o controle da área para os portugueses. Ele incentivou o plantio da cana e a construção de engenhos e fundou Penedo e Alagoas (atual Marechal Deodoro).
Em 1570, uma segunda bandeira enviada por Duarte Coelho, comandada por Cristóvão Lins, explorou o norte de Alagoas, onde fundou Porto Calvo e cinco engenhos, dos quais dois, o Buenos Aires e o Escurial, ainda existem.
Em 1630 é novamente invadido, desta vez por holandeses, que tinham interesse no controle do comércio do açúcar, motivando o início de uma luta pela ocupação da Capitania, já então rica, devido aos engenhos de cana-de-açúcar. Só sairam do território, derrotados, em 1645.
A partir do final do século XVI, o desejo de viver livremente leva alguns escravos a fugirem dos engenhos e criarem o mais importante centro de resistência dos negros, o Quilombo de Palmares, na Serra da Barriga, sob a liderança de Zumbi. Os aldeamentos chegam a ter dezenas de milhares de habitantes com plantações de milho, feijão, mandioca, batata-doce, banana e cana-de-açúcar e criação de galinhas e suínos, negociando a produção com os povoados vizinhos. Em 1694 foram destruídos por tropas chefiadas pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
Quase em todo o período colonial, Alagoas fez parte da Capitania de Pernambuco. Tornou-se comarca em 1711.
Sua indústria açucareira era formada por cerca de 200 engenhos e a agricultura desenvolvia-se com a cultura do algodão, fumo e milho. Esses fatores levaram Alagoas a se tornar Capitania, separando-se de Pernambuco em 1817. Esta separação é feita como represália do Governo Central à Revolta Pernambucana.
Com a Independência do Brasil, em 1822, é transformada em Província. Acentuou-se, a partir de então, o surto de prosperidade de Alagoas.
Em 1839, Maceió passa a ser a nova Capital, substituindo a Cidade de Alagoas.
Durante o Império, acontecem a Confederação do Equador e a Cabanada.
Em 1857, funda-se a primeira fábrica alagoana de tecidos, a Companhia União Mercantil, no Distrito de Fernão Velho. Trinta anos mais tarde, fundou-se a Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos, que em 1888 se instalou em Rio Largo. Seguiu-se a esta, em 1892, a fundação da Companhia Progresso Alagoano, em Cachoeira.
O ensino recebeu incentivo com a instalação em 1849, do Liceu Alagoano, destinado ao nível médio, hoje o Colégio Estadual de Alagoas. Com a fundação, em 1869, do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano, hoje Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, desenvolveram-se os estudos históricos e geográficos.
A República trouxe à administração de Alagoas novos rumo. Abriram-se estradas de rodagem em direção ao norte e ao centro, e posteriormente o trecho de Atalaia e a Palmeira dos Índios, estrada de penetração para a zona sertaneja; construíram-se grupos escolares em quase todos os Municípios; Maceió renovou-se com a abertura de ruas e avenidas; combateu-se a criminalidade, principalmente com o movimento contra o banditismo, que culminaria, em 1938, com o extermínio do grupo de Lampião; a construção do Porto de Maceió, inaugurado em 1940; promoveram-se pesquisas petrolíferas, mas mesmo assim, mantém suas características econômicas e sociais do passado colonial: economia agrícola, baseada na cana-de-açúcar (Zona da Mata) e no algodão (Agreste) e baixa industrialização com a sociedade pouco urbanizada, dependente do poder e do clientelismo dos “coronéis”, grandes latifundiários e chefes das oligarquias locais.






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