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Brasil, 24 de Fevereiro de 2020

Bandeira de Amazonas
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Amazonas (AM)

Infra-Estrutura

Características:

Todos os caminhos levam a Roma, mas poucos são os caminhos que levam a Manaus/AM, cercada de rios e lagos por todos os lados, em uma região onde seria mais fácil construir enormes pontes em lugar de estradas. A rodovia BR-319, com 890km, liga Manaus a Porto Velho/RO e foi construída com tecnologia especial sobre terrenos alagadiços, tornando-se orgulho da engenharia de estradas, mas por pouco tempo foi plenamente utilizada, permanecendo com longos trechos interditados durante anos. A BR-174, que tem 765km e liga Manaus a Boa Vista/RR e daí à Venezuela e ao Mar do Caribe, teve como principal finalidade tirar a capital de Roraima do completo isolamento em que se encontrava, pois só era atendida por via aérea, já que o Rio Branco, em cujas margens se assenta, só é navegável até Caracaraí/RR. A BR-230 Transamazônica atravessa o sul do Amazonas até Humaitá/AM, mas só é utilizada em pequenos trechos, tendo o restante permanentemente interditado. As principais estradas estaduais, que ligam Manaus a alguns municípios, são: AM-010 Manaus/Itacoatiara - 240km - Asfaltada; AM-070 Manaus/Manacapuru, com 80km - Asfaltada; AM-080 Manaus/Altazes, com 100km sem asfalto e AM-363 Manaus/Silves, parcialmente asfaltada, e outras. Não existem ferrovias no Amazonas.

O transporte fluvial é o mais usado pela população, facilitado pela navegabilidade dos grandes rios, com barcos adaptados para o baixo calado dos rios menores. Aonde não chega um navio, chega uma “voadeira”, como são chamados as pequenas lanchas e botes com motor de popa, ou chega uma canoa a remo. As cargas rodoviárias de/para Manaus e outras localidades são colocadas em carretas rodoviárias e transportadas em grandes balsas até os portos de Belém/PA, pelo Rio Amazonas, e Porto Velho/RO, pelo rio Madeira. O Rio Amazonas é navegável por navios de alto-mar até a cidade de Iquitos, no Perú. 

Todos os municípios têm algum tipo de pista para operação de aeronaves e a maioria possui aeroportos. Manaus conta com o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o 2º do Brasil em movimentação de cargas, a 15km do centro, que opera aeronaves de qualquer tipo e porte para vôos internacionais e interestaduais. Ao lado dele existe o “Eduardinho”, destinado a vôos entre os municípios da região e vôos interestaduais. Em Manaus existem ainda a pista do Aeroclube de Manaus e o aeroporto de Ponta Pelada, alternativo, onde se encontra a Base Aérea de Manaus, da FAB. 

Em Manaus os portos recebem navios de grande porte e qualquer calado. O porto de Manaus, construído em 1907 com tecnologia inglesa, com cais flutuante, destina-se a operações de embarque e desembarque de passageiros, com terminais de níveis internacional e doméstico, contando com um Terminal de Containers e outras operações de carga. Existem ainda terminais de containers em portos privados, destinados apenas a operações de carga, onde se realiza a maioria dos embarques e desembarques de grandes navios e balsas com containers e carretas rodoviárias. Em Itacoatiara, além do porto destinado ao movimento de barcos regionais, existe um Porto Graneleiro, para operação da soja trazida da região Centro-Oeste através de Porto-Velho/RO e que é embarcada em grandes cargueiros para exportação. Existem portos bem estruturados também em Parintins e outras cidades de maior importância e movimento de cargas e passageiros.

A energia elétrica é fornecida em Manaus pela Manaus Energia, com mais de 1.100 MW instalados, produzidos pela Usina Hidrelétrica de Balbina e várias termelétricas próprias e de produtores independentes, enquanto que o interior do Estado é atendido pela CEAM - Centrais Elétricas do Amazonas. As duas empresas são subordinadas à Eletronorte. 

O ensino de nível superior no Amazonas é oferecido por mais de 28 entidades de ensino de graduação e pós-graduação, entre eles a UFAM – Universidade Federal do Amazonas, em Manaus e em vários municípios e a UEA – Universidade do Estado do Amazonas com unidades em Manaus e mais quinze municípios polarizadores.

A Zona Franca de Manaus foi implantada em 1967 e será mantida até o ano de 2023, para desenvolver atividades comerciais, industriais e agro-industriais, com influência em todos os Estados da Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia) e no Estado do Amapá. As empresas instaladas recebem incentivos fiscais dos governos Federal, Estadual e Municipal, com administração pela SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus. Em Manaus foi desenvolvido o Pólo Industrial de Manaus, hoje com mais de 450 indústrias, que faturam 18,9 bilhões de dólares por ano, sendo 2,2 bilhões de dólares em exportações.

Texto e informações enviadas por Paulo Roberto do Nascimento Vale - Guarabira/PB - 11/10/2006






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