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Brasil, 9 de Agosto de 2020

Bandeira do Mato Grosso
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Mato Grosso (MT)

História

Pelo Tratado de Tordesilhas, o atual Estado Mato Grosso pertence à Espanha. As primeiras incursões feitas no território remontam a 1525, quando Pedro Aleixo Garcia, atravessa os Rios Paraná e Paraguai avançando até a Bolívia.
Posteriormente, várias incursões são feitas e sempre trazem relatos de grandes riquezas, desencadeando o interesse de portugueses e espanhóis.
Bandeirantes e jesuítas espanhóis se lançam nas novas terras, cada qual com objetivos e percursos diferentes. Os bandeirantes sempre se chocam com os índios da região que se deixam aprisionar, fazendo com que notícias de que estes são pouco ariscos e descuidados logo se espalhe.
Em 1718, Pascoal Moreira Cabral Leme, bandeirante, sobe o Rio Coxipó e descobre grandes jazidas de ouro. Inicia-se a corrida do ouro, mesmo com todas as dificuldades de acesso, as doenças e os ataques indígenas.
Em 1719, cria-se o Arraial de Cuiabá.
Em 1726 o Arraial recebe o título de Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá e funda-se a Câmara com funcionários encarregados de fiscalizar. Os altos impostos, a hostilidade dos índios e as doenças levam os mineiros rumo à Serra dos Parecis, em busca de locais mais produtivos, longe da fiscalização.
Em 1740, estabelece-se a ligação, através do Mamoré e Madeira, com a bacia amazônica, até Belém.
Em 1748, cria-se a Capitania de Cuiabá, desmembrada de São Paulo, com privilégios e isenções para quem quisesse se fixar nela.
O Tratado de Madri, de 1750, reconhece as conquistas bandeirantes na região do Mato Grosso.
Em 1751, Antônio Rolim de Moura Tavares, Capitão-General do Mato Grosso, funda Vila Bela da Santíssima Trindade, à margem do Guaporé.
Em 1761, inicia-se uma batalha por questões de limites com a Espanha e em 1766, os castelhanos e as missões jesuíticas espanholas se retiraram.
Em 1772, constrói-se, à margem do Guaporé, o Forte Real do Príncipe da Beira, e no sul, sobre o Rio Paraguai, abaixo do Miranda, o Presídio de Nova Coimbra. Funda-se Vila Maria (atual Cáceres), Casalvasco, Salinas e Corixa Grande.
Em 1801 é deflagrada guerra contra a Espanha, novamente por questões de fronteira e em 1802, quando finalmente chega a paz, Mato Grosso consolidou sua estabilidade territorial.
Em 1819, os cofres públicos encontram-se vazios. Acontecem problemas políticos que culminam com a formação, em Cuiabá, de uma junta governativa fiel a D. Pedro, conservadora, e outra, dissidente, em Vila Bela, liberal, estabelecendo-se o duplo poder.
Com a Independência, um Governo Provisório único substitui as duas juntas.
Em 1824, o Governo se instala em Cuiabá.
As lutas entre as correntes conservadora e liberal causam, durante o Primeiro Reinado e a Regência, vários motins, prisões e mortes.
A situação econômico-financeira da Província se agrava, com um déficit orçamentário crescente.
Em 1864, o Paraguai ataca e aprisiona uma embarcação brasileira que navegava no Rio Paraguai. O sistema defensivo brasileiro no Mato Grosso é deficiente e logo começam as destruições de Coimbra, Corumbá e da Colônia de Dourados, sem contar com a epidemia de varíola que teve efeitos devastadores.
Os últimos anos do Império registram um lento desenvolvimento da Província, sem estradas de ferro, eram necessários cerca de trinta dias de viagem, passando por três países estrangeiros, para atingi-la, a partir do Rio de Janeiro, por via fluvial.
Com a República, esse isolamento, que alimenta insurreições separatistas, vai sendo vencido com a ampliação da rede telegráfica por Rondon, a navegação a vapor e a abertura de algumas estradas. A Estrada de Ferro, a partir do leste (Jupiá, Três Lagoas e Água Clara) e do oeste (Porto Esperança, Miranda e Aquidauana), chega em Campo Grande e daí a São Paulo. Chegam seringueiros, criadores de gado e exploradores de erva-mate. A economia do Estado melhora.
Em 1917 acontece uma intervenção federal para apartar disputas entre as regiões norte e sul do Estado.
O apoio à exportação e à ocupação e desenvolvimento da Amazônia e do Centro-Oeste, levam a novo surto de progresso no Mato Grosso. Brasília contribuiu para isso, pois leva o Mato Grosso a atrair mão-de-obra agrícola.
Em 1977 desmembra-se o Estado em duas partes, o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul. No Norte, menos populoso, mais pobre, sustentado ainda pela agropecuária extensiva e às voltas com graves problemas fundiários, ficou o Mato Grosso. No Sul, mais desenvolvido e mais populoso, foi criado o Mato Grosso do Sul.
O sistema de transporte, mesmo com a rodovia Cuiabá-Porto Velho, é insuficiente para escoar a produção estadual; as instalações de armazenamento deixam a desejar; a disponibilidade de energia elétrica é precária, assim como o saneamento e os serviços de saúde e educação.
Seu ecossistema apresenta inúmeros problemas graves com várias espécies em processo de extinção, como os jacarés, caçados ilegalmente.






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