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Brasil, 20 de Setembro de 2019

Bandeira da Paraíba
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Paraíba (PB)

História

O primeiro ponto da Paraíba visitado pelos portugueses foi a Baía da Traição, assim chamada por terem os índios massacrados os portugueses que antes foram recebidos como amigos, quando a expedição exploradora de 1501 foi enviada por Portugal ao território brasileiro.
O território paraibano, abandonado pela Corte, foi alvo de ocupação francesa com o objetivo de contrabandear o pau-brasil, peles, algodão, óleos vegetais e muitos bichos existentes na região. Com medo de perder as terras, implanta-se o sistema de Capitanias Hereditárias, entre as quais, a de Itamaracá, que foi doada a Pero Lopes de Souza.
Com a morte do donatário, 1 ano depois, chega para governar a Capitania João Gonçalves que a encontra bastante degradada pela exploração francesa. Ele funda a Vila de Conceição e constrói engenhos. Com a morte desse, os índios e os franceses continuam a dominar a região, cada vez mais devastando-a.
Itamaracá, então, é desmembrada e surge a Capitania Real do Rio Paraíba, entre o foz do Rio Goiana até a Baía da Traição, e iniciam-se as tentativas de colonização. Foram enviadas, então, várias expedições. A 1ª, em 1574, com várias pessoas a cavalo e a pé, foi atacada pelos índios em Cabedelo, foz do Rio Paraíba, fazendo-os voltarem para Itamaracá. A 2ª, em 1575, foi obrigada a voltar à Bahia devido aos ventos desfavoráveis. A 3ª, em 1579, foi atingida por um temporal que destruiu as embarcações. A 4ª, em 1582, foi vítima de uma cilada dos índios instigados pelos franceses. A 5ª, em 1584, consegue finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba e constroem os Fortes de São Tiago e São Felipe, porém esses são abandonados e a colonização não acontece mais uma vez.
Com todas as tentativas frustradas, a colonização da Paraíba parecia ser impossível, até que, a mando do Chefe Tabajara Piragibe, dois índios procuraram, em Olinda, o Ouvidor-Geral, Martim Leitão, para pedirem ajuda contra os potiguaras, o que foram atendidos prontamente com o envio de um exército comandado por João Tavares, também com o objetivo de conquistar a Paraíba.
Após sua chegada à Paraiba, os potiguaras fugiram ao interior e João Tavares desceu à terra, fundou a Cidade, e como era dia de Nossa Senhora das Neves, foi chamada de Cidade de Nossa Senhora das Neves. Inicia-se as obras de um forte, no sopé de um barranco, na margem do Rio Sanhauá, com João Tavares como Governador da Paraíba.
As naus francesas e os potiguaras reaparecem e inicia-se uma série de batalhas que culminam na derrota dos índios. João Tavares ordena a construção de um forte, às margens do Rio Tibiri e uma capela (onde hoje está a Catedral de João Pessoa). A ladeira entre o forte e a capela foi chamada Ladeira de São Francisco (1586). Em 1588, Nossa Senhora das Neves passa a se chamar Felipéia, em homenagem ao Monarca. Constrói-se a Igreja e Convento de São Francisco. Os jesuítas ficaram responsáveis pela catequização dos índios. Eles ainda fundaram um Centro de Catequese e em Passeio Geral edificaram a Capela de São Gonçalo.
Novamente acontece uma invasão dos potiguaras nas propriedades coloniais, sendo derrotados. Foram iniciadas as obras do Forte de Cabedelo, pelos índios Tabajaras.
Em 1591, os potiguaras destroem o forte matando toda guarnição.
Em 1592, todas as aldeias potiguaras da Serra de Copaoba até o Rio Grande (atual Rio Potengi) são destruídas.
Em 1595, os jesuítas são expulsos da Paraíba.
A paz com os indígenas foi alcançada em 1599, mesmo assim após uma epidemia de varíola que dizimou a população nativa.
Os engenhos de açúcar aumentavam em número e o pau-brasil já não tinha tanto interesse. Surgiam novos canaviais nas várzeas úmidas, lavouras de subsistência e o gado se desenvolvia. A Paraíba era a terceira Capitania do Brasil em ordem de grandeza, superada apenas por Pernambuco e Bahia.
Em 1625, os holandeses invadem a Paraíba através da Baía da Traição. São rechaçados por tropas da Paraíba e Pernambuco, e acabam fugindo. Temendo novos ataques, a Fortaleza de Santa Catarina, em Cabedelo, foi reconstruída e guarnecida e a sua frente, na margem oposta do Rio Paraíba, foi construído o Forte de Santo Antônio.
Atacam novamente em 1631 e posteriormente em 1634, quando, após intensos combates, dominam a Fortaleza de Cabedelo e conquistam a Cidade de Filipéia. Mudam o nome de Filipéia para Fredrikstad.
O Governo Holandês, inicialmente, só fez se defender dos ataques portugueses. A paz só chegou no Governo-Geral de Maurício de Nassau. Após a saída de Mauricio de Nassau, começa a haver atritos entre os holandeses e os senhores de engenhos. Os holandeses começaram a perder em várias batalhas, e inicia-se o processo de libertação, a Insurreição Pernambucana.
Em 1654, os holandeses são expulsos e abandonam definitivamente o território. Fredrikstad passa a se chamar Parahyba.
Inicia-se a conquista do interior através das Missões de Catequização, que fundaram diversas vilas, como Pilar e Colégios; das Entradas e Bandeiras, que, a procura de índios foram fundando vários aldeamentos como Campina Grande, Pombal, Sousa e Boqueirão; e da expansão do gado, que era desviado a fim de se evitar a destruição dos canaviais,o que fez surgir várias fazendas no interior.
Conquistam o Planalto dos Cariris Velhos e dos campos de Além-Borborema, as regiões de Boqueirão e Cabaceiras. Campina Grande, a maior Cidade do interior paraibano, surge do aldeamento dos índios Ariús. Os maus tratos aos índios provocam revolta causando a Confederação dos Cariris.
A Capitania necessitava de escravos, que em 1715, chegaram. A corte cada vez mais cobrava impostos gerando uma grave crise econômica. Os produtos paraibanos eram embarcados pelo Recife, sem deixar rendas. As grandes secas empobreceram o sertão. Foi nessa época, no entanto, que o algodão se transformou no "ouro branco".
Inicia-se a revolução de 1817.
Essa revolução logo dominou a Paraíba, conquistou a Capital e quase todas as Cidades interioranas.
Proclamada a Independência, inicia-se uma fase de melhoramentos. Instala-se a iluminação da cidade e criaram algumas escolas, mais tarde reunidas no Liceu Paraibano. Em 1828, foi instalada a primeira escola primária do sexo feminino.
Os engenhos de tração animal foram, pouco a pouco, substituídos pelos movidos a vapor. Na última década do regime monárquico começa o tráfego ferroviário e a instalação de uma usina de açúcar. A Companhia de Engenhos Centrais, de Capitais anglo-holandeses, instalou-se na Província em 1882.
A estrada de ferro causa o declínio de Cidades como Mamanguape e Itabaiana, pois os comerciantes que a procuravam passaram a dirigir-se à capital.
As secas dizimavam os rebanhos, devastavam as plantações e aumentavam a miséria, fazendo surgir a figura do cangaceiro, bandoleiro da caatinga.
Com a Proclamação da República, os Governadores da Paraíba constroem pequenos açudes nas caatingas e nos cariris, o trecho da estrada de ferro que liga a Capital à Cabedelo e em 1892 inaugura-se a fábrica de tecidos Tibiri. As linhas telegráficas estendem-se dos pontos terminais da estrada de ferro até Bananeiras, Alagoa Grande e Campina Grande.
A Revolução de 1930 teve origem no Estado da Paraíba quando o Governador João Pessoa de Albuquerque, indicado como candidato a Vice-Presidente da República na chapa de Getúlio Vargas, é assassinado.
Em 1945, descobre-se minérios necessários à Guerra.
Em 1951, foi criada a Universidade da Paraíba.
Em 1966, constroem-se várias estradas como a BR-230 e o Anel do Brejo.
Em 1971, a energia elétrica de Paulo Afonso espalhou-se por toda a Paraíba.






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