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Brasil, 20 de Setembro de 2019

Bandeira do Paraná
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Paraná (PR)

História

Seu território pertencia à Capitania de São Vicente e até o século XVI os europeus só o visitavam em busca de madeira de lei. Os primeiros colonizadores chegaram ao Paraná no século XVII, fundando, em 1660, a Vila de Paranaguá. O território continuava esquecido, e colonos e jesuítas espanhóis começam a povoar Paranaguá, no litoral, e Curitiba, no planalto, as duas Vilas mais importantes. Até que no século XVII, com a descoberta de ouro em seu território, o povoamento português inicia-se tanto no litoral quanto no interior. Há também uma intensificação na captura de indígenas pelos bandeirantes paulistas. Porém, com o descobrimento das Minas Gerais, o ouro de Paranaguá perdeu a importância. Os índios que escapavam ao extermínio eram postos na lavoura. Os escravos africanos começaram a ser utilizados no século XVIII.
A exploração das minas de ouro em Minas Gerais teve como conseqüência uma grande demanda de gado cavalar e vacum. Muitos gaúchos saíam de Viamão com destino a Sorocaba para vender seu gado. O percurso era longo, a caminhada era favorecida pela topografia e baixa vegetação e a cada pouso, as Cidades floresciam. Assim, surgiram no Paraná: Rio Negro, Campo do Tenente, Lapa, Porto Amazonas, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés.
O tropeirismo marcou profundamente a história, a tradição e os costumes do homem paranaense.
Na mesma época, inicia-se a abertura de caminhos para as Missões do Paraguai, ocupando o oeste, os chamados Campos de Guarapuava, que foram doados em sesmarias.
Em 1853, com a criação da Província do Paraná, que se separou de São Paulo, o Governo Provincial e o Imperial intensificaram o estabelecimento de mais de quarenta núcleos coloniais, iniciando-se uma grande imigração de colonos poloneses, italianos, alemães, e, em grupos menores, suíços, franceses e ingleses. A economia se impulsiona pelo cultivo da erva-mate e cria uma nova fonte de riqueza para os líderes que partilhavam o poder, seguida da exploração madeireira e das lavouras de café.
Com o aparecimento das estradas de ferro, ligando a região da araucária aos portos e a São Paulo, finda o tropismo. A decadência do comércio de muares acarretou crise em toda a sociedade pastoril do Paraná. O grande patrimônio da família patriarcal, que abrangia vários núcleos familiares, já não podia prover a subsistência de todos. Filhos de fazendeiros emigraram para as Cidades, para São Paulo e para o Rio Grande do Sul.
No final do século XIX, ocorre novo período de crescimento e um grande aumento na população, baseado na migração interna vinda do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Estados do Nordeste e na imigração estrangeira, principalmente de italianos, alemães, poloneses e japoneses. Esse rápido crescimento está ligado à expansão cafeeira, sobretudo nas férteis terras roxas do norte do Estado, mas não aconteceu sem conflitos.
Explode a Guerra do Contestado, entre 1912 e 1916, devido a instalação de duas empresas norte-americanas na região, uma construtora de estradas de ferro e uma exploradora de madeira. Elas usaram a mão-de-obra estrangeira e expulsaram os posseiros que cultivavam a área, causando muita revolta.
Nesse período, têm papel destacado grandes companhias de colonização, como a inglesa Paraná Plantation, concessionária de 500.000 ha de terras para exploração direta e para um projeto de colonização destinado a pequenos proprietários. Fundam as Cidades de Londrina e Maringá para abastecer Minas Gerais.
A economia se moderniza e se diversifica, tanto no setor agrícola quanto no industrial. Essa prosperidade, entretanto, está ligada a mudanças econômicas que produziram sérios problemas sociais, particularmente no campo.
De 1970 para cá, pelo menos 1 milhão de pequenos proprietários e trabalhadores rurais perderam suas terras e seus empregos. Muitos dos agricultores sem-terra tornam-se "bóias-frias", outros migram rumo ao Centro-Oeste, ao Norte do País, ao Paraguai e para as cidades. Essa grande mudança faz surgir, nos anos 80, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que luta pela realização da reforma agrária no Brasil.






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