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Brasil, 24 de Fevereiro de 2020

Bandeira de Pernambuco
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Pernambuco (PE)

História

A Capitania de Nova Luzitânia é doada, em 1534, a Duarte Coelho Pereira, que desembarca no Sítio dos Marcos, em Igarassu, fundando a Vila dos Santos Cosme e Damião.
Buscando um lugar ideal para sede da Capitania, se depara com morros e colinas e ali, em 1536, funda Olinda que passa a ser a Capital de Pernambuco, onde se inicia a colonização, enquanto Recife serve de porto.
A fabricação de açúcar na Capitania é a base da economia devido ao solo massapê apropriado ao plantio da cana além da proximidade com os mercados consumidores da Europa. A cultura canavieira se espalha pelo litoral e com a coragem dos sertanistas invade o interior pela margem esquerda do São Francisco, no Planalto da Borborema e no Sertão mais oriental.
Pernambuco torna-se um grande produtor de açúcar e durante muitos anos é responsável por mais da metade das exportações brasileiras.
Os engenhos enriquecem a Capitania e o luxo é constante em Olinda.
Esta riqueza atrai imigrantes europeus, que formam com isso uma sociedade intelectual e um patrimônio arquitetônico bastante rico, e padres que fundam o Colégio de Jesuítas.
Atraídos pela prosperidade da Capitania, e pelo açúcar em particular, os holandeses a invadem em 1630. Desembarcam na Praia de Pau Amarelo. Depois, seguem para o sul, em direção à Vila de Olinda, sendo esta incendiada por eles. Em seguida, ocupam o Povoado de Recife e a Ilha de Antônio Vaz, onde erguem fortes como o do Brum e o das Cinco Pontas. Um ano depois atacam Itamaracá. Constroem o Forte Orange e fazem de Recife a capital. Saqueiam Igarassu e ocupam a Igreja dos Santos Cosme e Damião e o Convento de Santo Antônio. No litoral sul, ocupam o Cabo de Santo Agostinho, onde fortes são erguidos: o do Pontal, o Gitelinik e o do Mar.
Pernambuco passa a ser administrado pela Companhia das Índias Ocidentais.
Chega, então, em 1637, Maurício de Nassau, para ser Governador-Geral, junto com um grupo de cientistas e artistas. Realiza inúmeras obras de urbanização no Recife, amplia a lavoura da cana, assegura a liberdade de culto, reconstrói Olinda e a Cidade Maurícia, na Ilha de Antônio Vaz, atual bairro de Santo Antônio.
Os portugueses resistem ao domínio holandês, chegando ao cume com a Batalha dos Guararapes. Os holandeses saem derrotados e em 1654, na Campina do Taborda, assinam sua rendição.
Com a expulsão dos holandeses, Recife perde seu status de Capital e em 1709, passa a Vila pois Portugal não lhe concede os foros de Cidade. A Cidade reivindica sua libertação dos domínios de Olinda. Explode a Guerra dos Mascates, entre a nobreza açucareira de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife (mascates).
A partir desse episódio a região passa por uma fase de declínio que dura quase um século.
Em 1800, o Bispo José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho funda o Seminário de Olinda constituído pela Igreja de Nossa Senhora da Graça e pelo antigo Colégio dos Jesuítas.
As idéias liberais da Revolução Francesa chegam a Pernambuco no final do século XVIII e encontram repercussão no Seminário de Olinda. Forma-se uma série de sociedades secretas pelo Estado divulgando idéias separatistas.
Em 1817, o descontentamento com a administração portuguesa provoca a chamada Revolução Pernambucana, que resulta no surgimento da Confederação do Equador, constituída pelas Províncias de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, movimento separatista de inspiração republicana. A reação do Governo do Império contra a Confederação do Equador foi enérgica e conquistam Recife e Olinda.
Durante a regência, ocorreu em Recife, como também no Maranhão, uma rebelião chamada Setembrada ou Setembrizada, quando portugueses reivindicavam a volta de Pedro I para formar, ao norte do Brasil, novo reino, que seria chamado Império do Equador, Império do Amazonas ou, ainda, Império do Rio São Francisco.
Em 1848 explode a Rebelião Praieira, retornando os ideais republicanos. O movimento foi sufocado quatro anos mais tarde.
Nessa luta, em defesa da autonomia regional contra o centralismo do Império, a Província de Pernambuco sofre graves perdas territoriais. Além da separação de Alagoas, toda a extensa comarca do São Francisco é tirada de seu território original, sendo repartida entre a Bahia e Minas Gerais.
Na República, até as décadas de 30 e 40, Pernambuco mantém as características herdadas do período de colonização.
Na Zona da Mata e no litoral, a monocultura canavieira tradicional continua lado a lado com as atividades mercantis; no Agreste e no Sertão, a agropecuária de subsistência. Os latifundiários resistem às mudanças, embora seus engenhos antigos já tenham se transformado em usinas mecanizadas. A miséria cresce e surge o banditismo sertanejo dos grupos de cangaceiros como o de Lampião.
A modernização do País, a partir dos anos 50 e 60, evidencia os contrastes e estimula os conflitos internos através da formação das Ligas Camponesas, movimento contra o latifúndio.
O Nordeste passa, então, a receber os recursos da Superintendência Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), com sede no Recife e incentivos fiscais sobretudo para a agroindústria do açúcar e do álcool e para os segmentos têxtil e turístico. O desenvolvimento industrial, porém, é insuficiente para absorver a mão-de-obra e o índice de migrações para outras regiões do País é alto.
Em 1982, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) confere a Olinda o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. A Cidade obteve, assim, recursos para a restauração de seu Sítio Histórico.
Em outubro de 1988, o Estado incorporou a seu território o Arquipélago de Fernando de Noronha.






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