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Brasil, 24 de Fevereiro de 2020

Bandeira do Rio Grande do Norte
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Rio Grande do Norte (RN)

História

O território do Rio Grande do Norte, junto com parte da Paraíba, forma uma das maiores Capitanias do período colonial, com 100 léguas de extensão.
É doado a João de Barros, que tenta iniciar sua colonização em 1535, porém, devido às invasões de franceses e à resistência indígena, não consegue sucesso.
Em 1555, uma segunda tentativa também é frustrada.
Seu donatário, ante as impossibilidades, passa a administrá-la através de um procurador, arrendando trechos do território para extração de pau-brasil ou coleta de búzios, mas nunca tomou posse da terra, que reverte à Coroa depois de 1580.
A Capitania fica abandonada durante anos, apenas sendo explorada por traficantes franceses de madeira, que se instalam no estuário do Rio Potenji, com o apoio dos índios.
Em meados de 1597, uma expedição militar chega a Capitania do Rio Grande para construir uma fortaleza, rebater as tentativas de invasão estrangeira, firmar a posse através da fundação de uma Cidade. Os franceses estavam fazendo comércio livremente com os índios potiguares, e este fato amedronta os portugueses.
Em 1598, foi inaugurada a primeira Igreja Matriz, fundado o Forte dos Reis Magos e, no ano seguinte, a Vila de Natal, a mais setentrional defesa da Metrópole na região, que passa a funcionar como presídio militar.
Em 1611 demarca-se a fronteira com a Paraíba.
A grande quantidade de sal e o rebanho existente no território, desperta interesse dos holandeses que invadem a região por diversas vezes. Até que em 1633, as forças portuguesas se rendem e os holandeses conquistam o Rio Grande do Norte, o que interrompeu a urbanização da Cidade.
O Forte dos Reis Magos passa a se chamar Castelo de Keulen, e Natal, Nova Amsterdam. A ocupação dura 20 anos e se caracteriza pela violência e exploração. Eles não se interessam pelo Sertão, concentrando-se no litoral e no agreste, onde se encontram as salinas, as melhores reservas de gado, de madeira e de cereais.
Portugal continua lutando pela posse da terra e, após várias batalhas em que os holandeses são derrotados, estes são expulsos definitivamente em 1654.
O Castelo de Keulen é retomado pelas forças portuguesas e inicia-se a penetração do interior, com pequenas boiadas.
No Estado, como em outros lugares do País, o gado foi responsável pela abertura dos caminhos e pela fixação da população no interior. A Capitania vai se refazendo muito lentamente.
Restaura-se o Forte dos Reis Magos, reconstrói-se a Capital e inicia-se o repovoamento. Em 1681, implanta-se a exploração regular das salinas do litoral de Touros e amplia-se a área conquistada ao sertão.
O Estado torna-se centro de criação de gado para abastecimento das demais Capitanias do Nordeste, pois a agricultura canavieira não encontra ali solo propício para seu desenvolvimento.
Os colonos não têm recursos financeiros para comprar negros, por isso passam a caçar índios, causando revolta nas tribos que se rebelam através da Guerra dos Bárbaros, Guerra do Açu ou Confederação dos Cariris, a maior revolta de índios já registrada no Brasil, encerrada com a intervenção dos bandeirantes paulistas. O conflito dizima os rebanhos, mas faz com que o Rio Grande do Norte foi trilhado de norte a sul e ocupado desde o litoral até o fundo do Sertão.
A Capitania, dependente de Pernambuco desde 1701, com uma atividade econômica secundária em relação à monocultura açucareira e com as restrições impostas pela metrópole à comercialização do sal e da carne seca de Açu e Mossoró, permanece pouco povoada e pobre.
Só em 1820 cria-se a Alfândega Independente de Natal. Nessa época havia importante atividade de criação, mas os laticínios (leite, coalhada, requeijão-do-norte, queijo-do-seridó) esgotavam-se no consumo local e a lavoura era de subsistência (milho, feijão, mandioca). As únicas atividades rendosas eram a exportação de boi e de peixe seco para as Capitanias do sul, além da venda de couros e peles, açúcar, algodão, pau-brasil e tatajuba (árvore que fornecia madeira, tinta e resina medicinal).
Em 1822, com a independência e o império, a Capitania transformou-se em Província.
O desenvolvimento continua lento, até que em 1853 se inaugura a chamada Política de Conciliação que dividia e imobilizava a Província. Houve, então, um certo desenvolvimento com a intensificação da cultura algodoeira, e intelectual, com o aparecimento da imprensa, das primeiras escolas, do Ateneu, da rede postal e do serviço telegráfico.
Em 1875, a Natal o Vapor São Jacinto, inaugurando a escala regular do Lóide Brasileiro.
As grandes secas de 1844-1845 e de 1877, empobrecem a Província e deslocam a população sertaneja, surgindo, como conseqüência, o Cangaço.
Desempenha papel atuante na Campanha Abolicionista, libertando os escravos de Mossoró em 1883.
Em 1888 inaugura a primeira fábrica de tecidos, pois consegue alguns resultados na agricultura plantando algodão.
Torna-se Estado com a Proclamação da República, em 1889. Inicia-se a construção da Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte, em 1904, ligando Natal a Ceará-Mirim. Em 1932 surge o Cais das Docas, primeiro Porto de desembarque marítimo.
Com a II Guerra Mundial, inicia um progresso surpreendente, pois os americanos transformaram o tabuleiro do Parnamirim em uma grande base aérea, criando a "Ponte Atlântica para a África", necessária para o controle aliado do continente africano.
As jazidas de xelita (minério de tungstênio) da região do Seridó contribuíram para o abastecimento dos arsenais de guerra dos Estados Unidos. Em 29 de janeiro de 1943 ocorreu em Natal o encontro histórico entre os Presidentes Vargas e Roosevelt.
Em 1990 descobre-se petróleo em Mossoró e na região das salinas e implementa-se programas de irrigação que abre as portas para o desenvolvimento da economia estadual, porém, as secas continuam a afetar as atividades econômicas e a forçar o êxodo de populações rurais para o sul.






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