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Brasil, 18 de Setembro de 2020

Bandeira do Rio Grande do Sul
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Rio Grande do Sul (RS)

História

Características:

O território do Rio Grande do Sul até 1600 era praticamente desconhecido pelos portugueses, principalmente devido ao Tratado de Tordesilhas, de 1494, que dividiu o Brasil, cabendo a Portugal a parte que estendia-se das proximidades da Ilha de Marajó até a Baía da Laguna, em Santa Catarina. O local era ocupado por 3 grupos indígenas. Em princípios do século XVII a Espanha penetrava na margem esquerda do Uruguai, por intermédio dos jesuítas que chegaram às cercanias da futura Cidade de Porto Alegre e os paulistas, por sua vez, entravam em contato com os indígenas da região visando a captura para a escravidão. Os paulistas destruíam as aldeias jesuíticas, levando-os a fugirem com os sobreviventes das batalhas. Os jesuítas se fixam, então, na margem direita do Rio Uruguai, no Paraná.
Os portugueses, em 1680, fundam a Colônia de Sacramento (atual Uruguai), sendo esta uma área de contrabando e de disputas entre portugueses e espanhóis.
Em 1687, os jesuítas retornam ao Rio Grande do Sul e fundam a Missão de São Francisco de Borja, atual Cidade de São Borja, de São Nicolau, São Luiz Gonzaga e São Miguel, Conceição e São Miguel, São Lourenço Mártir, São João Baptista e Santo Ângelo Custódio (atual Cidade de Santo Ângelo). São esses os chamados Sete Povos das Missões.
Em 1726, os espanhóis fundam a Cidade de Montevidéu, a leste de Sacramento, com o intuito de diminuir a influência portuguesa no local. Inicia-se mais um período de batalhas.
Portugal funda o Forte Jesus Maria José, em 1737, atual Cidade de Rio Grande, em território brasileiro e iniciam a colonização. Cinco anos mais tarde, fundam Porto dos Casais, atual Porto Alegre.
Em 1750, após várias batalhas para a posse da terra, Espanha e Portugal assinam o Tratado de Madri, pelo qual os portugueses dão aos espanhóis a Colônia de Sacramento e recebem em troca os Sete Povos das Missões. Os jesuítas espanhóis não se conformam com a troca e os índios missioneiros se revoltam. Começa a Guerra das Missões que dura até 1756, quando os missioneiros são vencidos. Os conflitos se encerram em 1777, com a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso, entre Portugal e Espanha, garantindo a soberania espanhola sobre Sacramento e a posse de Rio Grande pelos portugueses. A região é incorporada ao Brasil em 1801. Em 1807, a área foi elevada à categoria de Capitania.
Os imigrantes italianos e alemães começaram a chegar a partir de 1824. Eles se instalam nas margens do Rio dos Sinos, na Real Feitoria do Linho Cânhamo, hoje a Cidade de São Leopoldo, em pequenas propriedades rurais, com produção agrícola diversificada, que passou a abastecer o Estado e ser exportada para as regiões vizinhas. A economia, assentada no latifúndio (as estâncias) e na criação de gado de corte para a produção do charque, diversifica-se.
Durante o século XIX, o Rio Grande do Sul tem também importante participação nas lutas da Independência, mas, ao sentir seu crescimento travado pelo Império, entra em conflito com o poder central na Revolta dos Farrapos.
Mais tarde, envolve-se na Guerra do Paraguai e, nos primeiros anos da República, é tomado pela violência da Revolta Federalista. As disputas políticas locais foram acirradas no início da República com vários movimentos separatistas. E até hoje surgem movimentos do gênero. A pacificação do Estado, após outras lutas civis, só ocorreu a partir de 1928, com o Governo de Getúlio Vargas. A habilidade de Vargas conquistou confiança e repercutiu de imediato em outros pontos do País, sensibilizando a opinião e atraindo a simpatia de políticos, chegando à frente do Governo, em 1934.
A partir da Revolução de 1930, o Estado participa dos principais episódios da história do País, desempenhando importante papel na evolução da ordem política nacional, sobretudo a partir do movimento militar de 1964, durante o qual três gaúchos, escolhidos pelo Exército, assumiram a Presidência da República: Artur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.





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