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Brasil, 24 de Fevereiro de 2020

Bandeira de Santa Catarina
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Santa Catarina (SC)

História

As primeiras expedições exploradoras fazem do litoral de Santa Catarina ponto de abastecimento de água e alimentos para os navios.
Em 1504, funda-se São Francisco do Sul, a terceira Cidade mais antiga do País, iniciando a criação de gado em seus campos de pastagem.
Em 1526, a Ilha dos Patos é denominada de Ilha de Santa Catarina. Os portugueses, inicialmente, não demonstraram grande interesse pelo território catarinense, que foi doado a Pero Lopes de Souza, donatário da Capitania de Santana. Numerosas bandeiras adentraram por seu território mas com o único objetivo de aprisionar índios.
A Espanha pretendia tomar posse do Brasil Meridional e para tanto dá a missão de colonizar o Rio da Prata e a Cidade de São Francisco do Sul para o Governador do Paraguai. Os portugueses, então, despertam para a posição estratégica de Santa Catarina e em 1637, Francisco Dias Velho se fixa na Ilha de Santa Catarina, fundando a Ermida de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis). O mesmo acontece em Laguna em 1676, sendo fundada por Domingos de Brito Peixoto.
O choque entre Portugal e Espanha era fatal. Inicia-se então uma corrida para a fortificação da Ilha em seus pontos estratégicos, sendo então desmembrada de São Paulo.
Santa Catarina nasce com o objetivo de ser uma base de apoio aos enfrentamentos militares com os espanhóis. Do uniforme das milícias, e especialmente da cor do colete, deriva, para os habitantes da terra, o apelido de "barriga-verde",
As fortalezas da Ilha não tiveram a utilidade necessária à boa defesa das entradas das barras do Norte e do Sul da Ilha, mas se constituem no maior conjunto arquitetônico militar do sul do Brasil.
Em 1829, foi fundada a primeira colônia de imigrantes alemães em São Pedro de Alcântara.
Para dar maior impulso à colonização na região e fortalecer todo o Sul do Brasil após a negociação do Tratado de Madri, a metrópole passa a incentivar a imigração açoriana. São esses colonos que assentam as bases do povoamento e exploração da terra, especialmente da faixa litorânea. O Planalto Catarinense segue pouco explorado.
A abertura, em 1728, do caminho que ligaria as pastagens do Rio Grande do Sul ao Planalto Paulista representou sério abalo para Laguna, que perdeu progressivamente sua posição de destaque, e foi deixando de ser entreposto único de comércio e foco de expansão do Sul.
Em 1767, foi fundada a Cidade de Lages, o primeiro núcleo de povoação da serra, usada, na época, como ponto de parada e descanso pelos gaúchos que levavam gado até São Paulo.
Em 1777, o Governador de Buenos Aires toma a Ilha e só em julho de 1778, em virtude do Tratado de Santo Ildefonso, a restitui à Portugal, mas completamente arrasada.
O período regencial foi caracterizado por uma série de agitações. Com o incremento da política de imigração oficial, Santa Catarina recebe grande quantidade de imigrantes alemães, italianos e eslavos, que se estabelecem nas colônias do Vale do Itajaí e áreas próximas. Os imigrantes expandem a ocupação do território catarinense, subindo o planalto e avançando para o oeste, e lançam as bases de uma economia rural e urbana diversificada, que faria da agroindústria catarinense uma das mais avançadas do País. Esse progresso, porém, não é feito sem grandes conflitos, a Guerra do Contestado, um violento confronto social pelas ricas reservas de terras e matas do noroeste do Estado, é um exemplo.
O mais longo movimento, a Revolução Farroupilha, eclodiu em 1835, no Rio Grande do Sul e se estendeu a Santa Catarina, especialmente nas regiões mais próximas do Rio Grande, como Laguna e Lages, pois o número de simpatizantes pela causa rio-grandense aumentava. Lages foi invadida pelos farrapos em 1838 e declarada parte da República Rio-Grandense, que já havia sido declarada. No ano seguinte, liderados pelo italiano Guiseppe Garibaldi, os farrapos invadiram Laguna pelo mar. Apoiados pela população, estabeleceram uma república com o nome provisório de Juliana. Este movimento Revolucionário objetivava libertar aquela província de um controle econômico do Governo Imperial, considerado intolerável pela população gaúcha, e era alimentado por ideais republicanos e federalistas. Laguna foi designada Capital Provisória da República Juliana e Lages considerada parte integrante do território. Este movimento foi firmemente reprimido pelo Império.
Na década de 1870, a Província de Santa Catarina contava cerca de 160 mil habitantes, distribuídos por 20 Municípios. Ao ser proclamada a República, a população era de 200 mil habitantes aproximadamente. As Vilas e Cidades litorâneas eram dedicadas à pesca de subsistência, pequena lavoura e comércio sem grande expressão.
Santa Catarina sempre teve número relativamente reduzido de escravos. O elemento negro jamais chegou a constituir 20% da população total.
A posse da terra não era base para grandes fortunas e obtenção de títulos de nobreza. Observava-se uma preferência pelo enriquecimento nas atividades urbanas. Em pleno século XX, grandes extensões de terras, no oeste, estavam por desbravar. A população do campo quase não tinha contato com o litoral.
Desde o começo do século XIX, havia planos para a ocupação dos espaços vazios com a vinda de colonos estrangeiros. Posteriormente, o Governo cede grandes extensões de terra para as companhias estrangeiras causando revolta nos sertanejos explorados pelos latifundiários e reagem a essa opressão. Inicia-se a Revolução Federalista.
Em 1894, a Capital do Estado passou a chamar-se Florianópolis.
Durante a Revolução de 1930, Santa Catarina foi o primeiro Estado a ser invadido pelas forças que conduziram Getúlio Vargas ao poder.
A infiltração nazista entre os colonos de ascendência alemã radicados no Estado foi um dos problemas mais graves enfrentados.
Em 1960, a criação da Universidade Federal de Santa Catarina representou grande avanço no setor educacional. Florianópolis tornou-se centro de atração para estudantes também de outros Estados. Em 1983, foi atingido por uma das mais graves enchentes de sua história. Em Blumenau, que fica às margens do Rio Itajaí-Açu, 70% do centro urbano ficou submerso.





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