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Brasil, 22 de Fevereiro de 2020

Bandeira de Sergipe
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Sergipe (SE)

História

Situado entre duas Capitanias importantes, Pernambuco e Bahia, os portugueses entenderam que era fundamental sua colonização. As terras sergipanas eram então ocupadas apenas por indígenas e por franceses contrabandistas de pau-brasil, o que representava séria ameaça ao domínio português.
Em 1575, jesuítas chegam ao território numa primeira tentativa , sem resultado, de catequizar os índios. Fundam a aldeia de São Tomé, no povoado de Santa Luzia. Inicia-se, então, uma série de batalhas pela posse da terra, terminando em 1590 com a conquista do território por Cristóvão de Barros que funda a Capitania de Sergipe Del Rey, assim denominada para distinguir de Sergipe do Conde, no Recôncavo Baiano. Constrói um fortim e funda o Arraial de São Cristóvão, próximo ao Rio Poxim, e concede sesmarias a inúmeros companheiros de luta.
Anos depois o arraial torna-se uma vila e passa a ser chamado de Vila de São Cristóvão.
Com a saída de Cristóvão de Barros do território, Tomé da Rocha passa a administrá-lo e inicia a criação de gado e a plantação de cana-de-açúcar. O gado passa a dominar o território. Surgem muitos currais de onde saem os bois para o abate na Bahia. O caminho que liga Sergipe à Bahia e por onde passam as boiadas, passa a ser conhecido como a "Estrada da Boiada" e o baixo São Francisco, de "Rio dos Currais". Os ricos de Salvador compram terras na nova Capitania e para lá mandam suas cabeças de gado.
A cana-de-açúcar também se desenvolve, principalmente no Vale do Cotinguiba e chegam negros trazidos da África para trabalhar como escravos pois os índios não estavam acostumados a esse trabalho. Outras vilas foram fundadas nas regiões do Rio Real e do Rio Piauí, ao sul do Estado, e nas terras banhadas pelo Vaza-Barris, Cotinguiba e Rio Sergipe, ao norte do Estado.
Em 1637, os holandeses ocupam e incendeiam a Cidade de São Cristóvão e roubam milhares de cabeças de gado, causando completa desorganização econômica e social.
Em 1645, as terras são recuperadas pelos portugueses. Encontram-na devastada e arrasada. Aos poucos o território volta a povoar-se, e a cultura canavieira e a criação de gado reinicia seu desenvolvimento, porém a desunião política faz com que haja uma grande desorganização com diversos atritos entre os habitantes e constantes reclamações contra a prepotência dos poderosos. Essa desordem contribui para que a Bahia domine as terras sergipanas, o que prejudica sua formação, originando debates sobre as questões de limites entre Sergipe e Bahia até o início da República.
Em 1696 é criada a comarca de Sergipe separada da Capitania da Bahia de Todos os Santos e em 1698, as Vilas de Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia, Vila Nova do São Francisco e Santo Amaro das Brotas.
Em 1759, os jesuítas são expulsos do território, deixando para trás a base da formação religiosa e do ensino e belos exemplares da arquitetura religiosa.
Em 1763, Sergipe é novamente anexado à Capitania da Bahia de Todos os Santos, tornando-se responsável por um terço da produção açucareira baiana da época, além de fornecer couro, tabaco, algodão e farinha de mandioca. Existem classes sociais bem distintas: a dos senhores de terras e a dos trabalhadores (escravos negros e índios) e homens livres que se dedicavam á produção de subsistência.
Em 1820, a Capitania se separa definitivamente da Bahia e após a Independência se torna Província, tendo como Capital a Vila de São Cristóvão. Porém, a situação política de Sergipe continua a mesma, com constantes conflitos, como os de Laranjeiras e Santo Amaro (1836). A prosperidade da classe dominante era cada vez maior, com a produção e exportação do açúcar, principalmente no Vale do Cotinguiba, o que leva à transferência da Capital São Cristóvão para uma região litorânea, o povoado de Santo Antônio de Aracaju.
A nova Capital, uma das primeiras Cidades planejadas do Brasil, muito contribui para o desenvolvimento de Sergipe pois é dotada de melhores condições portuárias; sua posição geográfica facilita a vida econômica da região do Cotinguiba; e é melhor localizada, facilitando o embarque do açúcar para a Europa. Esta mudança, estimula o povoamento nesta parte do litoral; faz surgir novas estradas; e aumenta a integração entre Estados próximos.
A partir de 1860, o desenvolvimento da cultura do algodão ao lado dos engenhos de açúcar, principalmente em Itabaiana, passa a ter considerável importância na economia da Província, chegando a ser, por muitos anos, o segundo produto de Sergipe, originando o aparecimento das fábricas de tecidos nas Cidades de Aracaju, Estância, Propriá, São Cristóvão, Vila Nova (Neópolis), Maruim e Riachuelo.
Com a Proclamação da República, em 1889, a Província de Sergipe passa a ser um dos Estados da Federação, com sua primeira Constituição promulgada em 1892. Inicia-se uma fase em que os sergipanos sobressaem no cenário nacional devido ao seu prestígio intelectual. A representação de Sergipe no plano federal passou a ser disputada por intelectuais de projeção, e não por provincianos poderosos.
Com a revolução de 1930, Sergipe passa a ser governado por Interventores Federais até 1935, quando o País volta à normalidade democrática.
Logo depois volta a intervenção, que se mantém até 1945.
A vida política sergipana durante a República Velha continua a ser um jogo de interesses entre as classes dominantes, especialmente os senhores de terra.
Em 1963, jorra petróleo nos campos de Carmópolis.
A partir de 1964, com o movimento militar, Sergipe passa a empregar todos os seus esforços na tentativa de superar o subdesenvolvimento, tentando modificar a estrutura agroindustrial da cana-de-açúcar para desenvolver a exploração do subsolo. Começa a exploração do petróleo na plataforma marítima.
Em 1975, um terço do território de Sergipe passa a ser considerado de utilidade pública, para efeito de desapropriação pela Petrobrás, visando evitar a especulação imobiliária, que prejudicava o trabalho da empresa na prospecção de petróleo. A faixa considerada de utilidade pública se estende da foz do Rio São Francisco até o Rio Real, na divisa com a Bahia.
Em 1987, o Governo desenvolve o Projeto Canindé do São Francisco, denominado projeto Califórnia; e, em 1993, o Platô de Neópolis, na margem direita do Rio São Francisco, para o plantio de abacaxi, acerola e manga, com fins industriais, ambos para tornar o Estado auto-suficiente na produção de alimentos, defendendo a agricultura das secas freqüentes e prolongadas. Além disso, em 1990, mudam a legislação tributária estadual, para atrair investidores nacionais e estrangeiros, e a inauguram a Hidrelétrica de Xingó, o Pólo Cloroquímico do Nordeste e o Porto de Sergipe.






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